Carta a João, Abade de Raytu

Número

pt.027

Título

Carta a João, Abade de Raytu

Fonte latina original

Responsiva epistola Johannis Scolastici, abbatis Montis Synay, dicti Climaci, ad Johannem, Raytu abbatem (lt.027)

Localização textual

Códice intitulado Obras de S. João Climaco, embora inclua também, por exemplo, excertos da obra Colações dos Santos Padres do Egipto de João Cassiano.

Língua(s)

Português antigo

Tradutor

 

Desconhecido, embora pareça ter chegado a Alcobaça por mão de Frei Álvaro Pais (Almeida, 2004: 266-267).

Contextualização da tradução

 

A tradução portuguesa das obras de São João Clímaco, presentes no Códice Alcobacense 213, a que se associa esta carta, surge provavelmente por influência de Frei Álvaro Pais, monge franciscano que se correspondeu com Frei Ângelo Clareno, tradutor do texto grego para latim. De facto, Frei Álvaro Pais, futuro Bispo de Silves, cita várias vezes São João Clímaco, a partir da tradução de Clareno, na obra De Statu et Planctu Ecclesiae e terá estado durante em Alcobaça durante algum tempo (Vide Almeida, 2004: 266-267).

Data

Finais do século XV

Local

Desconhecido, embora seja possível que tenha sido levada a cabo em Alcobaça.

Alterações de estrutura/conteúdo

Não se conhecem.

Interferências textuais

Não se conhecem.

Lista de testemunhos manuscritos

O testemunho encontra-se no Códice Alcobacense CCLXXIV/213, que presentemente se encontra guardado na Biblioteca Nacional de Portugal.

Lista de Edições antigas

Em português, não se conhecem edições antigas.

Enquadramento dos testemunhos

 

Não há notícia de nenhum testemunho em português anterior ao testemunho que se conserva no Códice Alcobacense 213 e cujo copista é desconhecido. Segundo o prólogo à Escada Celestial, texto presente no códice onde se encontra também a carta, este testemunho terá por base a versão latina levada a cabo por frei Ângelo Clareno em 1300, de que se conserva uma cópia no Códice Alcobacense 387. Não há, contudo, certezas sobre a relação entre as versões dos códices alcobacenses: Martins (1961) lança a dúvida sobre a origem da tradução, não existindo até hoje consenso sobre o assunto (veja-se, por exemplo, Almeida, 2005: 133 e Alkimim, 2007: 19, n.30; 24-29)

Outros dados

O Códice Alcobacense 213 (CCLXXIV) é em papel, de finais do século XV. O códice possui, no total, 145 fólios (278x204 mm) e, embora esteja em bom estado, apresenta-se incompleto. Está encadernado em carneira sobre pasta e é escrito em gótico, a duas colunas, que possuem entre 36 a 48 linhas. As iniciais e rubricas encontram-se a vermelho, ao passo que o resto do texto encontra-se escrito a preto. O testemunho português situa-se no fólio 126r-v. Vide Alkimim (2007: 35-51) para uma síntese de informações apresentadas por outros autores e caracterização pormenorizada do códice.

Edições

 

Não existem edições conhecidas

Estudos

Bases de dados online:

Philobiblon - BITAGAP:

Texid 1180, Manid 1029, Cnum 1479

 

Referências bibliográficas:

 ALKIMIM, Ilma Magalhães (2007) Escada Celestial, de João Clímaco (Cód. Alc. 213): edição e estudo. Dissertação de Mestrado. Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais.

ALMEIDA, Ana Cristina Rui (2004), Da Palestina à Europa: trajecto de um livro de formação monástica. Península – Revista de Estudos Ibéricos 1, 263-268.

ALMEIDA, Ana Cristina Rui (2005), “...E dali em diante soube perfeitamente falar o grego...” – um episódio na vida de Ângelo Clareno. MÁTHESIS 14, 129-136.

AMOS, Thomas L. (1988) The Fundo Alcobaça of the Biblioteca Nacional. Lisbon: Collegeville (Minnesota): Hill Monastic Manuscript Library, 113-114.

CLUGNET, L. (1910). St. John Climacus. In The Catholic Encyclopedia. New York: Robert Appleton Company. Acedido a 27 de fevereiro de 2013 em New Advent: http://www.newadvent.org/cathen/08457a.htm

MARTINS, M. (1956), A Biblioteca de Alcobaça e o seu fundo de livros espirituais, Estudos de Literatura Medieval. Braga: Livraria Cruz, 274-275.

MARTINS, M. (1961), A Escada Celestial em medievo-português, Brotéria 62.4, 402-415.

Notas